Não morri…

quarta-feira, 16 dezembro, 2009

Poutz galera, ta foda postar.. mas só pra dar sinal de vida, eu nao morri! Agora eu to em Interlaken, Suiça. Muy loco! Neve pela primeira vez, uhu!

Da janela do trem..

O futuro é incerto. Talvez eu fique um tempo aqui, ou talvez eu vá pra Munique antes do Natal. Minha host é gente fina, e o lugar é sensacional.. so, i don’t know!

Descanso de mesa é para os fracos..

Chegando em Praga…

segunda-feira, 7 dezembro, 2009

Como de costume, já comecei a viagem fazendo merda. Eu queria chegar em Praga ainda durante o dia pra ficar mais fácil achar o caminho pro meu albergue. Como são 7 horas de viagem e agora tá escurecendo lá pelas 16h30, eu tive que acordar as 7 da madrugada. Quando já tava quase tudo empacotado e pronto pra sair, eu resolvi  ir na cozinha, fechei a porta do quarto e esqueci de levar a chave. E a porta nao abre por fora sem chave. Boooa! Em dois meses morando lá eu nunca tinha feito isso, e bem no ultimo dia o campeao aqui dá uma dessa. Até achar alguem pra abrir a porta eu perdi uns 10 minutos, e fiquei totalmente atrasado. Mas agora eu já tinha acordado de madrugada, era questao de honra pegar aquele trem! Sai correndo que nem retardado pela rua com uma mochila de 20 kg nas costas, cheguei bufando na estação, mas consegui! Uhu!

Olha a cara de animação em começar a viagem...

Como felicidade de brasileiro mirim na Europa dura pouco, essa nao foi a unica cagada do dia. Em Dresden eu teria que trocar de trem. O problema é que  o trem parava em duas estações em Dresden. Óbvio que eu desci na errada. Retardado correndo de novo, pegando trem pra estação certa e entrando bufando no trem pra…. Budapeste? Como assim?! Essa plataforma é do trem pra Praga! Lanço mão do meu alemão avançado e saio perguntando cade o trem de Praga? Descobri que era aquele mesmo, mas que ia pra Budapeste depois. Mancada total, ninguem avisa! Bom, o que importa é que eu tava lá dentro e ia chegar em Praga antes de escurecer de qualquer jeito! Chupa Deutsche Bahn! A primeira coisa que notei quando cheguei em Praga foi a língua checa. Os caras não curtem muito vogal não, e tem acento circunflexo até em cima do R. Perto de checo, alemão é brincadeira de criancinha. Quem conseguir falar ganha um abraço por trás:

Strč prst skrz krk.

Além disso, apesar de fazer parte da União Européia, aqui eles não usam euro. Logo agora que eu tava acostumando com os preços em euro, muda tudo. É foda saber se um negócio é caro ou barato, se você tá sendo explorado, e tem que ficar fazendo conta toda hora. Por exemplo, uma agua custa 25 dinheiros. No começo assusta, mas um euro vale 25 dinheiros checos, então tava de boa.

Escada infinita. Já tinha passado da metade quando tirei a foto..

Depois de uns 15 minutos tentando entender o metrô, eu me achei consegui encontrar o caminho pra albergue. Não sem antes passar pela escada rolante mais insana que eu já vi na vida! O tunel do metro era absurdamente fundo, sei lá porque. Então, sem exagero, eram uns dois minutos de escada rolante ingríme até chegar lá no fundo. A parada não acabava nunca! Chegando no albergue, foi só o tempo de deixar minhas coisas e sair de volta pra encontrar a Ksenia. Ela é uma russa que eu conheci em Dresden, mas que mora em Praga, e seria a minha babá guia turistica pelos próximos 4 dias =)

Roteiro de Viagem

sexta-feira, 4 dezembro, 2009

Depois de horas e horas pesquisando trens, preços, albergues, coisas pra fazer, eu finalmente decidi o roteiro de viagem. Bom, decidi mais ou menos. O lance é que eu nao queria ter que planejar tudo nos mínimos detalhes antes de sair de casa. Além de dar um puta trampo, a idéia de já ter marcado até o horário do metro pra estação de trem da ultima cidade do roteiro nao me agrada nem um pouco. E se eu gostar de uma cidade e quiser ficar mais uns dias? Se descobrir um novo lugar massa pra ir que nao tava no planejamento? Se acordar com ressaca monstro e decidir deixar o museu X pra amanha? Eu precisava de alguma coisa mais flexivel. E aí eu descobri tal do Eurail Pass. É um passe de trem especial que você pode escolher em quais países ele vai ser válido (o preço varia conforme o numero de países, óbvio), e nesses países você pode pegar qualquer trem, pra qualquer cidade, em qualquer horário. Sucesso total! Aí é só escolher os paises e boa.
A idéia foi ficar pela Europa Central, que tem uns lugares bem loucos e nao é tao caro quanto os lugares mais tradicionais (França, Espanha, Italia) e nem tão longe quanto o Leste Europeu. O plano inicial da rota é o seguinte:

Mapinha mais ou menos...

Exatamente agora, vos escrevo da Republica Checa. Tem internet aqui no hostel, mas nos próximos eu nao sei se vai ter. É foda arranjar tempo tambem pra escrever.. se bem que eu vou ter bastaante tempo dentro dos trens, entao acho que vai dar pra manter isso aqui pelo menos porcamente atualizado. Eu espero!

Subindo o Kickelhahn

terça-feira, 24 novembro, 2009

Como eu já contei aqui, por lei o comércio na Alemanha não funciona aos Domingos. Só algumas poucas lojas tem autorização especial, mas pra ser sincero eu nunca vi nenhuma aberta. Quando eu to viajando isso não é problema, porque sempre dá pra passear pela cidade conhecendo os pontos turisticos, ir em algum museu, ou coisa parecida… agora em Ilmenau rapaiz, é osso! Existe a opção de acordar de ressaca as 17h e passar o resto do dia lendo, vendo algum filme, ou só pangüando em casa mesmo. Quando isso não acontece (2 ocasiões =P) é necessário usar a criatividade. Da primeira vez, foi o Ilmenau City Tour. Como basicamente toda a cidade foi coberta daquela vez, semana passada eu usei a ultima carta na manga: o Kickelhahn. E como politica de boa vizinhança, eu convidei o meu novo vizinho, um figura da Síria, pra ir junto.

Alyazam todo pimpão no começo da trilha

A cidade fica no meio de várias montanhas… nada muito alto, mas no topo da maior delas tem um (o único) ponto turístico de Ilmenau. É uma torre feita de pedra, e lá do alto dá pra ver um panorama 360o de toda a região. Parece bem interessante. Combinamos de sair lá pela 1h da tarde e ir de bike até o começo da trilha pra ganhar tempo, porque as 16h já começa a ficar escuro e ia ser ruim pra voltar. 1h da tarde então, Alyazam bate na minha porta e diz que já tá pronto. Eu não sei se ele entendeu muito bem o que a gente ia fazer, já que o campeão me apareceu de sapato social… mas beleza, vai ver que na Síria é assim mesmo. E se pá eles vão de tênis em casamento. Viva a diversidade cultural!
O começo da trilha era bem legal, com aquele tapete de folhas secas cobrindo todo o chão e, apesar de ser um pouco íngreme, a gente foi num ritmo legal. Não durou muito, bem antes do meio do caminho o Alyazan pediu pra parar um pouco. Daí pra frente foi ritmo vovó no parque. Aliás, mais lento, porque uma velhinha passou a gente. E eu virei um sherpa praticamente, carregando todas as nossas coisas. Mas de boas, a paisagem era legal e eu não tava com pressa. O caminho era bem interessante, alternando em campo aberto e floresta de pinheiros, mas sempre com a trilha bem marcada e sinalizada. Legal também que tinham várias famílias subindo, gente de todas as idades, desde velhinhas incansáveis até criancinhas pequenas.

Eu e Alyazam (nem tanto pimpão) no meio da trilha

Pouco mais de 1h de caminhada e a gente chegou no topo. E os rumores se confirmaram. Apesar de o tempo não estar lá essas coisas, a vista é sensacional! Do alto da torre dá pra ver a cidade inteira, alguns outros vilarejos, uma ponte bem massa de uma Autobahn e a floresta da Turíngia que se extende por várias e várias montanhas. Tava frio pra cacete, e o vento lá em cima era insano, eu mal consegui colocar a mão pra fora do bolso pra tirar umas fotos.

Esse é a torre

Além da torre, lá em cima tem várias outras trilhas, e no inverno dá pra esquiar por elas. Aliás, a paisagem com neve aqui deve ser muito massa, pena que não vou poder ver:/. Mas uma dessas trilhas leva a cabana do Goethe. Era bem perto e a gente resolveu ir lá ver qualé que é. Bem sem graça, é só uma casinha minuscula de madeira, mas enfim, Goethe é o escritor mais famoso da Alemanha, e ele viveu nessa região, então a cabana dele é uma “atração”. Voltamos lá pra cima, e do lado da torre tem também um restaurantezinho onde a gente tomou um chocolate quente salvador antes da decida.

Ilmenau laaaá de cima. Quase congelei a mão pra tirar essa foto

Bom, pra descer todo santo ajuda… mas pena que muçulmano não tem santo.  O Alyazam tem o joelho meio zuado, e na descida força bem mais. Então a gente foi bem devagar, mas antes do escurecer já estávamos em casa. E assim se foi mais um belo Domingo na pacata Ilmenau =).

O resto das fotos estão aqui.

Aguardem, ainda essa semana (se a preguiça não falar mais alto) um post sobre a viagem pra Stuttgart e o jogo da Bundesliga! =]

Mochila

sexta-feira, 20 novembro, 2009

A próxima semana já é a minha ultima aqui em Ilmenau. Passou insanamente rápido. Parece que foi ontem que eu tinha uma metralhadora apontada pra mim =P. Mas o bom é que a melhor parte da viagem começa agora. Dia 27 é meu ultimo dia de trabalho, e aí então eu tenho mais um mes aqui pra coçar o saco por a mochila nas costas e conhecer o velho continente. O que me leva ao primeiro problema: a mochila.

Quem tá acostumado a viajar de busão, andar até o terminal, pegar circular, sabe bem que uma mala não é a coisa mais agradável do mundo. Agora imagina isso durante um mês inteiro, todo dia. Pegar trem,  andar kms até o albergue no sol (pff… sol.. haha), na chuva, na neve, levando uma caixa preta de 20kg não rola. Tem que ser uma mochila.

Old fellow

Normalmente eu não tenho a menor paciência pra ficar escolhendo muito antes de comprar qualquer coisa. Se eu gosto, cabe no orçamento, eu compro e já era. Mas não sei porque essa mochila foi um parto. Desde Dresden eu to procurando alguma que me sirva. Não achei NADA do jeito que eu queria. Ou era muito grande, ou muito pequena. Ou era muito caro, ou era muito vagabundo. A única vez que vi uma interessante, foi pela vitrine e a loja já tava fechada ¬¬. Até sábado passado! Eu fui pra Erfurt (a capital do estado, 50 min de Ilmenau) e encontrei finalmente a escolhida. Azul, impermeável (eu espero!), 55 litros, com a extensao cabe mais 10 litros, um bolso dentro que cabe meu notebook, abertura em cima e embaixo… sucesso!🙂

New fellow. Só vc e eu no próximo mes, baby!

Um mês e meio pra decidir qual seria a mochila… agora só falta.. err.. tudo! Pra onde eu vou, como eu vou, onde ficar, quanto tempo… É bróder, vida de vagabundo não é nada fácil😛

Bandejão x Mensa

segunda-feira, 16 novembro, 2009

Bandejão:

bandeja

Quem disse que a vida é facil?

Saio com a galera da aula no CB lá pelo meio-dia com o estômago roncando mais que trator em ponto morto. Chegando lá, aquela visão agradável: fila indo da porta do bandejão até quase a rua. Uns 50m de bixo um atrás do outro. Mas ninguém se ilude, o bandeco não tá lotado porque hoje vai rolar carne assada. É que é começo do semestre e a bixarada ainda não desistiu de comer lá. Se tiver que colocar crédito no cartão então, esquece.. outra fila insana.  Como a gente é veterano maroto, vamos na fila imaginária da esquerda, o que nos poupa uns 20 minutos. Na porta, alguém sai da fila pra ir lá ver o cardápio: frango ao molho, ou frango fimose para os íntimos (vou omitir a explicação do nome porque esse é um blog de família :P). Como diria Milton Leite.. que beleeeeza! Mas por 2 conto, queria o que?!

Mensa:

DSC00308

Macarrão e strogonoff. Tá, eu podia ter pego um exemplo melhor...

Saio com a galera do trampo lá pelo meio-dia com o estômago roncando mais que trator em ponto morto. Atravesso o laguinho, sigo pelo caminho pra Mensa, e em cinco minutos estamos lá. Do lado direito da entrada tem uma galera descansando nos sofás depois de comer, outros jogando pimbolim. Vamos até uma das TVs que ficam mostrando o cardápio. Tá em alemão, mas eu já aprendi vários nomes de comida lendo isso, e tem uma foto também pra mostrar o prato. O prato não, os pratos. Todo dia tem 5 opções de comida diferentes.. o preço varia de 1,50 até 2,60. Normalmente tem algum peixe, uns 2 de carne de porco, 1 de carne normal e um vegetariano. Acompanhando, batata frita, legumes cozidos, alguma massa ou salada. Até hoje eu não vi repetir exatamente o mesmo prato nenhum dia. Teve uma vez que rolou até paella… sucesso!

Bandejão:

bandeja2

Frango fimose!

Passando a catraca dá pra ver toda a cozinha, e a sua janta sendo delicadamente preparada numas panelas do tamanho de uma caixa d’água. Não sei bem porque, mas vendo isso eu lembro do caju do TUSCA😛. Então vem a pilha de bandejas molhadas, não adianta muito ficar escolhendo porque dá tudo na mesma. Aí é só por no trilho e esperar as tiazinhas servirem a comida com todo o carinho do mundo, no melhor estilo Carandiru. De vez em quando ainda rola umas pérolas. Uma vez a tia do arroz virou pra tia do feijão e mandou:

– Nossa, dá até vergonha de servir esse arroz!

– Pega nada, o arroz termina de cozinhar na barriga do povo…

Aí é só sair com o seu arroz pedra, pegar seu garfo e faca no mesmo nível da bandeja, e procurar uma mesa que tenha lugar pra todo mundo.

Mensa:

Escolhido o seu prato na TV, só subir a escada e ir buscar. Dou sempre uma checada em todos pra ver qual é melhor ao vivo. Normalmente o mais caro ¬¬. E é o que geralmente rola uma fila pra pegar também. As tiazinhas servem o seu prato e te entregam. Dá pra pegar vários tipos de salada extra no balcão, mas tem que pagar a parte. Pra beber, tem refri, suco, iogurte, água… mas tem que pagar também. Nada muito caro, o único que eu sei é a coca que custa 1 euro. Na hora de pagar, tem que falar que eu sou estudante senão é mais caro. Quando pedem carteirinha, sempre dou um migué e mostro a da Unicamp, e sempre cola. As mesas ficam em salas menores separadas.. diferente do bandeco que é uma festa só.

Bandejão:

bandejao2

Saudade? Nah...

Sentamos na mesa e mandamos o Rosa pegar o suco😛. Todo mundo come falando merda, dando risada, aquela barulheira de mil pessoas comendo em volta, 100 Nossão e megafone tocando na saída. Meia hora depois de comer, a gente levanta naquela tristeza pra voltar pro CB ou pra casa. Se tiver coragem, dá pra pegar um cafezinho grátis na saída, junto com 15 panfletos que te empurram, desde anuncio de festa até comunista reclamando do Serra.

.

Mensa:

Sentamos na mesa, e ninguém vai pegar suco porque não tem suco infinito… nem Rosa. Quando eu tô com os brasileiros é normal, mas com os alemães é foda. Os caras comem insanamente rápido. Quando to na metade, quase todo mundo já terminou. E olha que eu como rápido. Depois da comida, normalmente a gente vai pro BC-café, que a noite é um club mas durante o dia rola café e os sofás pra dar aquela relaxada de leve.

Concluindo.. Mensa é infinitamente melhor, mas o bandeco tem o seu lugar no meu coração =)

20 anos da queda do Muro

segunda-feira, 9 novembro, 2009

Do JC Online:

Aquela gente acuada e reprimida, que há décadas não podia ver o mundo além da parede da vergonha, assistiu pela TV à boa-nova. A notícia se espalhou. Às 19h, os alemães orientais começaram a se amontoar nas proximidades do Muro. Dezenas, centenas, milhares. Os guardas da fronteira não sabiam o que fazer. A elite do partido estava inacessível. Às 22h, uma multidão nunca antes vista se aproximou do limite com a Berlim Ocidental. Cada vez mais ousados, afrontavam os amedrontados guardas. Ordenavam: “Abram!” Do outro lado do Muro, ouvia-se a resposta dos ocidentais: “Venham”. E foram.

Mauerfall

Apesar da reunificação, 20 anos depois ainda existem diferenças entre as duas Alemanhas, principalmente no aspecto econômico. Claro que não se compara as desigualdades que a gente vê entre as regiões no Brasil, mas mesmo assim os índices mostram que a situação ainda não é igual. O desemprego aqui (Ilmenau ficava na Alemanha Oriental) é quase o dobro que na parte ocidental e o PIB da região é bem menor. As empresas grandes alemãs tem as sedes lá, as cidades mais modernas ficam lá.

Por outro lado, o balanço ao longo dos anos é positivo. Logo após a reunificação e devido à crise socialista, o PIB do lado oriental era de ridículos 3% comparado ao ocidental. Hoje é de 70%. Eu não posso falar com muita autoridade porque só conheço o lado Ocidental pela janela do trem mas, a parte dos índices economicos, não existem diferenças visíveis entre os dois lados. As pesquisas mostram, também, que praticamente não há mais preconceito ou rivalidade entre a população. Então, apesar da Angela Merkel, chanceler alemã, ter pagado pau para os EUA em um discurso no congresso americano, a reunificação é uma vitória interna alemã. E não é pouca coisa. Veja a Coréia por exemplo.. foi dividida na mesma situação, imposta por políticas internacionais e não por diferenças étnicas, e hoje está mais perto de um conflito do que unificação. So… congratulations fellows!

PS1: Aqui tem uma animação bem massa feita pela Deutsche Welle sobre o Muro de Berlin.

PS2: Eu queria ter ido no show de grátis do U2 em Berlin, que fez parte do EMA e abriu as comemorações dos 20 anos, mas só fiquei sabendo depois =/

PS3: To terminando um post sobre a Mensa, o bandeco daqui, aguardem!

That’s all folks!

Outono em Ilmenau

segunda-feira, 2 novembro, 2009

A idéia era usar o sábado pra comprar umas coisas no centro MAS… era feriado e eu não sabia ¬¬

Tirei a câmera da gaveta, vesti 3 blusas e sai vagando pela cidade. No final deu isso:

http://picasaweb.google.com.br/pedro.pr88/TourIlmenau?feat=directlink

Bela tarde. Até que deu vontade de morar em Ilmenau pra sempre. Passou rápido😛.

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Berlin – Parte 2

sexta-feira, 30 outubro, 2009

E ae moçada!

Num deu pra pegar as fotos de Berlin ainda, problemas técnicos =/.Vou colocar umas que eu ainda tenho aqui…

DSC00216

Checkpoint Charlie

Ficamos bastante tempo no museu do Checkpoint Charlie, e quando vemos já é final da tarde. Temos que aproveitar o sábado que as lojas tão abertas pra fazer umas compras. Passatempo capitalista na Berlin Oriental =P. Em cinco minutos eu acho uma jaqueta que tava procurando (vai fazer mais frio ainda galera, medo!) e to sussa. Já o russo é uma moça, e fica umas 3h de loja em loja pra comprar um tenis e uma blusa ¬¬. Pelo menos, em uma das lojas em encontrei um flyer de uma balada que vai ter mais tarde que parece ser massa. Meia hora ate o hotel, banho, meia hora pra voltar pro centro… já disse que eu to puto? Todo esse tempo no trem deu pra fazer uma coisa pelo menos: xingar o russo!

A balada, entretanto, não decepcionou. O lugar parecia uma estação de trem antiga, de tijolo a vista e teto alto e em forma de tubo. 3 ambientes: eletronico, banda num estilo meio britishrock ao vivo e um outro DJ tocando tambem rock. That’s the way I like it! Vladimir encontra um camarada russo, e o cara começa a pagar varias bebidas pra ele. Uns brasileiros reconhecem minha camisa do Mussum, e tá todo mundo em casa. O tempo passa e, caralho, ja ta tarde pra porra! Hora de ir, cadê o Vladimir? Nao demora muito e eu vejo um cara dançando todo pimpão no meio da galera. Hahahaha! Eu já vi caras bebados, mas esse russo tá mais louco que o bátima e o robin juntos! E olha que pra deixar um russo levemente alterado vai no minimo uns 3 litros de vodka! No caminho de volta, diversão garantida. A cena seguinte se repetiu algumas vezes:

– Vladimir, vamo caraio!

– Po, perdi minha espada =/. (A espada era um gravetinho que ele encontrou no caminho)

– Tem outra aqui ó..

– Uhu!

Até que em um certo momento:

– Vladimir, vamo caraio!

– To indo!

– Tá muito devagar véio… corre!

E nisso o cara sai correndo insanamente pela calçada, passa por mim e nem liga, continua correndo até que…. a calçada acaba! Tinha uns arbustos na frente e o maluco simplesmente deu um mergulho kamikaze no meio do mato! Depois de uns 5 minutos rindo eu vou lá ver se tá tudo bem e encontro o campeão quase dormindo nas plantas, hehehe. Algumas peripécias russas depois e chegamos finalmente ao hotel.

Despertador as 9h da manhã? Pfff… acordo 1h querendo dormir mais umas 5. Merda! Perdemos metade do dia (tá, eu já sabia que isso ia acontecer). Já era a ida pro museu da Luftwaffe que eu tava planejando.. no tempo que sobra vamos subir na Torre de TV e depois visitar o Reichstag, o Palácio do Parlamento Alemão. Não sem antes percorrer todo o caminho da volta da balada, porque o Vladimir perdeu o celular dele, que tem o número do cara que vai dar carona pra gente de volta ¬¬. Vamos andando e ligando do meu telefone pra ele pra ver se a gente ouve alguma coisa. Nada. Até que – surpresa – começamos a ouvir uma musiquinha vindo de uns arbustos! Anjo da guarda dos bêbados não falha…

Pegamos o trem e meia hora depois estamos na Alexander Platz de novo. Fila imensa pra subir na torre, droga! Esperamos mais de uma hora até chegar a nossa vez. No elevador o tiozinho fala todo orgulhoso que estamos subindo a 6m/s.. grande merda, aposto que pela escada eu chegava mais rápido. São 204 metros, 986 degraus! Pior que durante a subida da pra sentir a diferença de pressao no ouvido, bizarro! Chegando lá em cima, decepção! A gente demorou tanto na fila que o tempo – que estava bom – ficou nublado, então não dá pra ver muita coisa. Mas ainda sim, a vista é bem louca.

DSC00235
Berlin Oriental vista da torre. O tempo tava meio ruim e não dava pra ver muito longe =/

Descemos da torre e vamos direto pro Reichstag. Ou não. Primeiro precisamos descobrir como chega lá! Dá uma olhada no mapa:

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Moleza se achar ai hein? Isso porque não inclui as linhas de bonde que era o que eu mais usava.

Nos perdemos um pouco pra achar o lugar certo e a hora que a gente chega já tá escuro e na hora de voltar. É o tempo de dar uma olhada rápida no prédio, que é muito louco por sinal (não deu tempo nem de tirar foto =/) e voltar pra encontrar nossa carona. Definitivamente, eu preciso vir pra Berlin de novo!

Berlin – Parte 1

terça-feira, 27 outubro, 2009

Depois da viagem pra Dresden eu fiquei na dúvida se iria pra Berlin ou não. O problema é  que vai uma bela grana nessa brincadeira, coisa que o orçamento limitado não permite. No final, acabei decidindo ir… é só vender o almoço da próxima semana regular um pouco que dá. Mas, eu decidi isso só na quarta a noite, e a gente ainda precisava reservar um albergue e arranjar uma carona. O Vladimir disse que cuidava disso na quinta, então beleza, nem me preocupei.

mapBerlin

Sexta a noite: depois de umas 3h horas de viagem, chegamos em Berlin. Primeira impressão boa: cidade grande, avenidas largas, prédos altos.. hum, é bom ver civilização de novo! Passamos pelo Portão de Brandemburgo todo iluminado e lotado de turista. Pensa que japones é que tem mania de foto? É nada, todo europeu que se preze carrega seu tripé e uma camera insana, com aquelas lentes de fotografo de beira de campo em jogo de futebol. Os caras ficam mais preocupados em tirar foto e carregar os 15kg de equipamento do que visitar a cidade. Japones pelo menos carrega um equipamento (fotográfico) compacto, hehehe.

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Alexander Platz. Torre de TV e um outro prédio massa!

Nossa carona deixou a gente na Alexander Platz, uma espécie de Praça da Sé de Berlin. Foi aí que eu descobri que nosso hotel ficava a meia hora de bonde do centro! Maldito russo! Tem milhares de albergues por aqui e o cara me reserva um HOTEL na puta que pariu! Fazer o que né, tamo aqui já. Mas resolvemos nem ir pro hotel direto, primeiro vamos comer alguma parada e  depois achar um bar pra encher a cara degustar uma cerveja berlinense. Achamos um pub legal e ficamos por lá algum tempo, mas resolvemos ir embora cedo. Apesar das linhas principais de metro-trem-bonde funcionarem 24h (sucesso!) e isso não ser um problema, a gente pretende acordar cedo no sabádo. Meia hora depois ¬¬, chegamos no hotel. Até que é daora, mas foda-se, ainda tô puto.

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Blusa, gorro, tenis e.... praia?! Pois é, eles se viram do jeito que podem..

O despertador toca, já é sábado de manhã, 9h. Berlin é enorme, mais de 3 milhões de habitantes. Tem várias coisas pra ver e pra fazer, acho que eu preciso de no mínimo uma semana aqui. Como é só um final de semana, vamos no básico. Começamos passeando pela região onde ficava o Muro de Berlin. A maior parte dele não existe mais, tem só uma marca de no chão mostrando o traçado, mas em alguns pontos ele ainda está de pé e dá pra tirar umas fotos. Chegamos em um lugar chamado Checkpoint Charlie. Era um dos postos de controle entre Berlin Ocidental e Oriental, o mais famoso deles. Nesse lugar tem um memorial que conta algumas histórias da época, várias delas sobre fugas mirabolantes das pessoas de um lado para o outro. Desde um túnel cavado por idosos (o “cavador” mais novo tinha 65 anos) até um cara que construiu um balão e cruzou a fronteira pra encontrar a namorada. Dá pra perceber que os alemães são muito orgulhosos por terem resistido tanto tempo à separação imposta, e conseguido se juntar  quase 30 anos depois. Do mesmo modo, há uma repulsa pelo nazismo. Muitos dos prédios usados pelos nazistas foram demolidos, e memoriais construidos no lugar. Nas pixações (é, Berlin também tem), é bem comum se ver “no nazi” e coisas do tipo.

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Marcação do trajeto do muro. Com o meu pé ali pra provar que eu tava lá! hehe

Infelizmente, a bateria da minha câmera acabou depois disso, então eu não tenho fotos =/. Vou pegar as que o Vladimir tirou, e depois posto aqui com o resto da viagem!